Vereda de luz — Autores diversos


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Espírita n

Caminheiro de rudes pés sangrentos,

Guarda no peito atribulado e aflito

As visões que percebes no Infinito,

Alvoradas, estrelas, firmamentos…


Segue calando os trágicos lamentos

Do coração chagado, ermo e proscrito,

Mas ergue a luz por templo de teu rito

Entre os muros terrestres, desatentos!


Sem dourado bastão para teus sonhos,

Transpõe, gemendo, os vórtices medonhos

Das sendas abismais para o futuro.


E deixarás no pranto de teus rastros

O caminho celeste para os astros

E a vitória divina do amor puro.


Cruz e Souza



[1] Esse soneto, diferindo na palavra marcada, foi publicada originalmente em 1972 pela LAKE e é a 40ª lição do livro “Através do Tempo.” — Esse capítulo foi restaurado: Texto restaurado.


Texto extraído da 1ª edição desse livro.

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