Seis meses após deixar-nos, em meados de dezembro de 1979, Rolando retornou do Mundo Espiritual, com a primeira das dez mensagens que transmitiu à família, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier.
Nas cartas psicografadas, esse gigante de alma generosa mostrou-nos lições de trabalho e renúncia, enfatizando sua incansável busca do Rabi da Galileia, que ele, em suas orações, chamava ‘meu Senhor’.
Nelas, o leitor conhecerá um pouco do Rolandão, sentirá sua dedicação irrestrita à causa de Jesus, que Chico e Batuíra o ensinaram a compreender e exemplificar.
O lar, o trabalho incansável, Jesus Cristo e Chico Xavier foram o norte de sua bússola na vida terrena, que se apagou em uma longa e melancólica tarde.
Após seu falecimento, visitávamos com frequência o Chico e éramos contemplados com as mensagens que neste livro transcrevemos, 15 cartas escritas com a tinta umedecida nas lágrimas derramadas pelo médium de Deus, nas noites-madrugadas do Grupo Espírita da Prece.
Aqueles momentos constituíam-se em singular reunião de família, com o pai, do outro lado da vida, conversando conosco com naturalidade, posto que a elevada condição mediúnica do Chico o permitia.
A Rolando e Alda, também já no Mundo Espiritual, os filhos saudosos, os genros, noras, netos e bisnetos, o pequeno universo de suas vidas, consignamos a nossa gratidão, rogando que, da Vida Maior, nos inspirem e amparem sempre.
São Bernardo do Campo, 17 de novembro de 2012. Caio Ramacciotti
Caio Ramacciotti