O Caminho Escritura do Espiritismo Cristão
Doutrina espírita - 2ª parte.

Índice |  Princípio  | Continuar

Rolando, uma vida de renúncia e trabalho. — Rolando Ramacciotti.


Capítulo I

ROLANDO MÁRIO RAMACCIOTTI

Bauru/SP-17 de novembro de 1913
São Paulo/SP-13 de dezembro de 1979

AS PRIMEIRAS NOTÍCIAS


Rolando deixou-nos numa quinta-feira à tarde e, na terça anterior, dois dias antes, nas vascas da agonia, pediu-me, com insistência, que localizasse o Chico, pois desejava muito falar-lhe.
Como fazê-lo?
Imaginava eu que ele estivesse em Uberaba, e, mesmo que lhe telefonasse, meu pai, com a respiração tão desconfortável, não conseguiria comunicar-se.
Urgia um encontro pessoal.
Quando vinha a São Paulo, Chico Xavier hospedava-se na casa de Francisco Galves, a quem procurei na ânsia de que surgisse alguma luz que nos permitisse atender aos insistentes rogos do Rolandão.
Telefonei-lhe em torno das sete da noite, e, assim que expliquei o motivo daquela ligação, Galves me disse:
— Vou passar o telefone ao Chico.
Agradável surpresa, o Chico estava em São Paulo, não muito longe da alameda Campinas, onde nossos pais residiam desde dezembro de 1978. Esperei segundos ansiosos até que ele me atendesse.
— Sou eu mesmo, Caio. O Dr. Bezerra pediu-me que não voltasse a Uberaba antes de visitar o nosso Rolando. Dentro em pouco, estarei com vocês.
Quando dei a notícia ao meu pai, as lágrimas lhe caíram pelo rosto sofrido.
Ao chegar, Chico abraçou-o comovido, osculou-lhe a face, e em seguida começaram a conversar.
Um longo monólogo…
Somente Rolando falou e por cerca de duas horas, extremamente ofegante, com inevitáveis pausas para recobrar a respiração.
E fez ao Chico minucioso relato de sua vida, com evidente destaque para as atividades doutrinárias, revigoradas após conhecê-lo em Pedro Leopoldo. Relembrou o que pôde realizar ao longo da existência e o que ainda não conseguira concluir.
Discorreu sobre a torrefação de café do Nosso Lar, os livros, a Revista Comunicação, as atividades do GEEM e suas firmes posições no movimento espírita. E não se esqueceu da esposa, dos filhos, de seus paternais anseios e apreensões relativas ao futuro de cada um.
Prestava contas, como que procurando dizer ao amigo e benfeitor que tudo fizera para cumprir na Terra o que prometera antes de reencarnar…
O tempo voou, e, em torno das 22 horas daquela memorável noite, chamando-o pelo carinhoso apelido, Chico ponderou:
— Agora, Lando, você precisa descansar, para voltar logo ao nosso GEEM. Lá todos já sentem sua ausência.
E despediu-se com os olhos molhados.
Realmente, naquela terça-feira, Rolando descansou a noite toda, a despeito do desconforto respiratório.
Já na noite seguinte, na quarta-feira que lhe antecedeu a morte física, ouvi-o falar incessantemente.
Em seus solilóquios, anotei amargurado, desde cediças solicitações à esposa, referentes ao dia a dia, a conselhos e sugestões a cada um dos filhos.
Na madrugada já avançada, interrompi-o e, dada sua grande aflição física, perguntei-lhe se precisava de alguma ajuda. Ele, afetuoso, me chamou a atenção:
— Você deve dormir, pois amanhã cedo precisa trabalhar.
E o turbilhão de palavras, muitas delas incompreensíveis, continuou a ecoar em meus ouvidos.
À tarde, menos de 48 horas depois da visita do Chico, partiu…

*

Após o triste 13 de dezembro de 1979, pedi licença de meu trabalho e mergulhei de corpo e alma nas Instituições, o Nosso Lar e o GEEM, conforme desejo do saudoso pai.
Um mês após o falecimento, fui visitar o Chico. Estávamos nos primeiros dias de janeiro de 1980. Sentia-me envolvido em uma aura de desolação que jamais conhecera.
Apreensivo ante o futuro, envolto em novas responsabilidades, confesso que me via como que caminhando em sáfaro deserto, amargando a sensação de que um pedaço de mim havia sido arrancado.
Quando nos vimos, Chico abraçou-me e  disse:
— Caio, dói tanto a falta de nosso Lando…
Segurou-me as mãos, e dele ouvi, sem que ambos conseguíssemos sopitar as lágrimas, as mais belas palavras de gratidão ao velho companheiro que partira.
Nessa viagem de janeiro a Uberaba, fui sozinho e recordei, com o Chico, os momentos tristes do dezembro último.
Contou-me ele que, no encontro com Rolando, naquela noite de terça-feira, dois dias antes de seu desenlace, o Dr. Bezerra pedira-lhe para falar muito pouco e ouvi-lo atentamente, pois o querido amigo exporia o coração com sofridas palavras. Chegara a sua hora de partir…




SEIS MESES DEPOIS…


Já com a presença da família e amigos, na segunda viagem que fizemos a Uberaba, em junho de 1980, ao longo do trajeto de São Paulo a Minas, fui meditando sobre os tempos da infância, tristemente truncada pela minha saída precoce do lar, com pouco mais de 12 anos.
Garça, localizada entre Bauru e Marília, se esparrama no topo da Serra do Mirante. Tem a altitude e o frio semelhantes aos da São Paulo dos tempos da garoa, não obstante o clima seco tornar-lhe mais suportável o inverno. Enfeitada pelas cerejeiras em flor, é o portal de entrada da Alta Paulista.
Essa região, com acentuada migração japonesa, situada no oeste do estado de São Paulo, perlonga-se até as barrancas do Rio Paraná, na fronteira com o estado do Mato Grosso.
A casa de esquina da rua General Osório, onde então morávamos, não deixava os meus pensamentos.
Espaçosa e confortável, acomodava-nos a todos. Éramos dez, além da saudosa Benedita, fiel colaboradora da dona Alda.
Os fortes matizes de florida primavera cobriam-lhe parte da ampla testada, e, no jardim que antecedia a edificação, meu pai plantou dois pés de café, e seus frutos vermelhos lhe davam imenso orgulho.
O quintal completava as duas ‘datas’ que formavam o terreno. Nele, próximo à edícula, havia uma colmeia da minúscula jataí, cujo mel suave nos deliciava.
Convivíamos com pés de jabuticaba, laranja baiana, fruta do conde, pêssego, pitanga, uma espaçosa bananeira e a nossa horta. Ao fundo, limitando o terreno, alongava-se extensa cerca viva de buchinha, enfeitando o muro.
Acompanhando em paralelo a parede externa dos quartos, em uma das laterais da casa, destacava-se enorme caramanchão, com o parreiral subindo pelos pilares de madeira e enlaçando-se em compacto teto de folhas e uvas verdes. Sob sua sombra vivia um arisco cervo, muito parecido com o idealizado por Walt Disney.
Quando me recordo do quintal saudoso de nossa casa, volto sempre o pensamento ao cajueiro da infância de um de nossos escritores maiores, Humberto de Campos, que o cita em seu livro Memórias, ao descrever a infância modesta e o estrênuo esforço da mãe, solitária no sustento do lar, visitada que fora pela viuvez precoce.
Não faltavam em casa o galinheiro e alguns animais exóticos, como saguis indomesticáveis e uma macaca-prego, cuja vivacidade o tempo não logrou apagar de nossas lembranças.
Quase tivemos uma jiboia como hóspede, mas D. Alda achou que era demais. A colossal serpente foi barrada, quando nos mudamos da casa antiga da rua Carlos Ferrari, em que residimos até 1949, para o novo lar defronte ao ginásio, na Vila Williams.
Uma caixa d'água elevada vigiava sobranceira a nossa herdade, qual torre de mensagem dos castelos medievais. Próximo a ela e ao poço semiartesiano, ficava a moenda de cana.
Nos tempos de Garça, aos domingos pela manhã, antes de ir ao Nosso Lar, nosso pai reunia no quintal a molecada, que chegava de toda parte, e servia a deliciosa garapa que marcou época.
Todas essas lembranças muito me comoviam, acentuando a expectativa de que aquela viagem a Uberaba poderia ser coroada com as notícias do Rolandão por meio do Chico.
Esse presente tão aguardado de fato chegou, como veremos na primeira mensagem que colocamos a seguir.




ESTOU AQUI!

(I Mensagem)
Tema principal

1 Alda, peço ao Senhor me auxilie e nos abençoe com os filhos queridos.
2 É espantoso o que me acontece. Sempre refleti nisso, mas sinceramente não acreditava.
Não acreditava pudesse vir a escrever correntemente as notícias que me proponho а externar.
3 E sucedeu o que não esperava. A princípio, fiz força com o Caio e com a Lúcia.
Os resultados vieram. Venci de algum mоdo as resistências de uns e as indecisões da filha, que afinal cedeu às minhas requisições. n
4 Transmitindo as notícias que desejava, tranquilizei a família, e isso me reconfortou o espírito combalido pela visita francamente imprevista de Dezembro.
5 Lembro-me de que ouvira convites a hospital e não consegui clarear meus contras. Escutava os argumentos a favor e me recordo de que o Montoro se referia comigo à viagem de consolação de que me reconhecia distante. n
6 Sentia que você fora desligada do quarto, decerto para que laços fortes não me retivessem no corpo inabilitado ao reajuste, mas percebia a presença do Caio, do Mário Rolando e do Paulo (seria bem isso?) ao meu lado.
7 Observei que uma força vigorosa me deslocava para fora de mim mesmo e orei no íntimo, se posso chamar por prece o estado de angústia em que me vi de momento para outro.

8 Tive a ideia de que estava sendo asfixiado de maneira incompreensível para mim, e о resto foi uma espécie de impulso externo para um túnel muito escuro que varei, de improviso, reconhecendo-me em plena luz do outro lado.
9 Túnel é a ideia que estou cunhando em palavras para significar o estranho acontecimento, porque o espaço a que me vi arremessado parecia igualmente um tubo extenso, através do qual pude ver o meu corpo imóvel.
10 Escutei choro alto. Tenho a impressão de que o Mário Rolando me chamava. Por enquanto, não consigo precisar meus estados de espirito. Estava desapontado comigo mesmo. Afinal, supunha haver corrido para fora de mim próprio e quis apagar a fraqueza de que me vira objeto.
11 Tentei voltar ao veículo parado no leito, mas a força que me afastara persistia contra mim. No instinto de contrariar circunstâncias, não me rendi à oração, porque, no meu entender, a hora para mim não havia chegado.
12 Simples engano de homem habituado a determinar-se. Reagi quanto pude, mas o esforço terminou em abatimento. Cai, desalentado, num torpor miserável que me consumia o raciocínio.
13 Nada mais vi senão que despertei descansando o pensamento no regaço de alguém que julguei fosse você.
14 Cautelosamente me inclinei para assustá-la de leve, quando me reconheci sob o carinho da Dona Irma, n cujos dedos passavam por meus cabelos.
15 O assombro gelou minhas energias. E foi preciso então recorrer a todas as minhas reservas de corajoso para aceitar a situação. Mas, naquela hora, querida Alda, o meu coração se fez um menino outra vez. Compreendi tudo е chorei, sabendo que a nossa casa na Campinas se fechara definitivamente para o homem físico que havia sido.
16 Onde estavam você e meus filhos, para me reintegrarem na realidade de mim próprio? n
17 Minha mãe consolou-me como pôde, e outros Amigos vieram.
O Aquiles, o Augusto Cezar, o Wady, o Jair, o Tato, aqueles meninos, ao que me parece, queriam substituir os filhos que eu deixara, e as lágrimas aumentaram-me no rosto, porque о coração era uma fonte que a dinamite da morte rebentara. n
18 As sugestões de calma e repouso não me encontraram com a precisa aceitação. Afinal, estava desencarnado, mas não inútil. Decidira-me a vencer qualquer emoção e propunha-me a regressar, mas os instrutores maiores me asserenaram.
19 Era preciso imaginar que o meu corpo era agora diferente, e a toxemia estava funcionando. Bastou lembrar os dias últimos para que a respiração se me fizesse difícil. O abatimento esmagara a coragem que pretendia demonstrar. E caí no leito novo para tratamento, sujeitando as vontades fortes ao freio da necessidade de separação.
20 Assistido por muita gente boa, a quantos me faziam presença perguntava por trabalho, até que não me toleraram mais os petitórios, conduzindo-me ao apartamento e à nossa casa em São Bernardo. Encontrei você calma e confiante e surpreendi o Caio a me revisar os papéis.
21 Felizmente, há tempos, a ideia de preparação para qualquer circunstância difícil de superar, me impulsionara a regularizar contas e documentos.
Não adivinhei a morte, mas acertara com a vida. O Caio estava firme, instalado em meu posto e em meus pensamentos. n
22 Desde então, continuo em meu processo de refazimento, que prossegue sob a assistência de vários Amigos com a supervisão do nosso devotado Batuíra. 23 Preciso fazer a triagem de meu próprio organismo espiritual. A liberação foi quase repentina, e voltei para cá da maneira em que estava.
24 Nem sempre conseguia me habituar com todos os companheiros. Um travo de incompreensão ou de luta me segregava o espírito, por vezes, em amargura e solidão íntima, e, por isso mesmo, devo encarar o problema com disposição e realismo.
Creiam você e os meus filhos que isso está sendo muito difícil.
25 Sei que Jesus conseguia aceitar a companhia de dois malandros para se retirar do mundo, no entanto, com todo o meu respeito ao Cristo, eu não sou o Salvador e devo estudar essa química celeste de misturar todos e chamá-los meus irmãos.
26 Reconheço que isso é meu dever e que a verdade está contra os meus pontos de vista, mas as Leis de Deus não criam violência a espírito algum.
27 Não posso aparecer diante de vocês com um hábito de franciscano, só porque a morte mе obrigou a trocar de roupa. Em vista disso tudo, estou a esforçar-me.
28 Consegui permissão de cooperar, pelo menos em estreita faixa de serviço, com o nosso Caio nas tarefas do livro e partilhar do movimento dos lanches diários, n sempre que possível, e vou seguindo na direção do reajuste necessário.
29 Avisam-me aqui que a solução do problema é fator de promoção espiritual, no entanto acredito que o meu pescoço duro de molejo gastará tempo a fim de mudar. sei que preciso mudar. 30 Vejam só em que dá a sinceridade, quando permanece cristalizada.
Mas, seguirei em frente. Tenho recebido favores de Amigos diversos, inclusive do Juvenal, n e vocês imaginam que estou em progresso lento, mas correto, dentro das minhas noções de coerência.

31 Vejo o nosso valente Cineas, o Israel, о Caio, o Virgílio, o Mário Rolando, o Fred, a Vânia e toda essa equipe de companheiros que estão em meu agradecimento constante e rendo graças ao Senhor Jesus pela felicidade desta hora.
32 Envio aos filhos e filhas, incluindo os netos, que represento na Flávia e na Flavinha, os meus votos de paz e felicidade em Deus. n
33 Parabéns ao nosso Décio, cujas imagens estão brilhando na divulgação de nossos princípios. n
Enfileiro todos os Amigos e cooperadores do GEEM em meu carinho e reconhecimento e simbolizo em nossa Thais n todos os corações da família e do grupo que se decidiram a colaborar em nossa festa diária do pão às crianças e clientes de nossa cantina.
34 Sou muito grato ao Montoro pela continuação do apoio à obra.
Agora, não precisará ele me convidar para uma vista de olhos em Portugal, porque sou eu quem poderia levantar o convite. Mas, se for, seguirei com outros Amigos, porquanto os que ficaram, aí precisam permanecer. Estimaria listar nomes um por um, entretanto sou quase que intimado a largar o lápis.
35 Peço ao Caio considere que os nossos serviços de Dezembro сотеçат еm junho n e agradeço a ele, tanto quanto agradeço ao Virgílio, ao Plínio, ao Paulo, ao Mário Rolando, à Tereza, à Cristina, à Lúcia, às noras e aos genros quanto fazem por mim, auxiliando-me com as melhores lembranças.
36 Peço aos filhos, sempre generosos e atentos ao dever, me estenderem alguma colher de chá para as renovações de que ando necessitado.
37 Dizem que os espíritas desencarnados sempre se lastimam por trabalhos em que se omitiram; não é bem assim, mas, em meu caso, devo me queixar de despreparo ante as realidades iminentes sobre as realidades provisórias em que a pessoa humana se movimenta.
38 Agradeço os pensamentos amigos de nossas irmãs Yolanda Cezar e Acácia, n pois recebo essas lembranças com natural reconforto. Estou na imposição de um agradecimento que а situação me induz a fazer.
Trata-se do nosso Amigo Willo, n a quem manifesto o meu agrado e a minha satisfação ante o material que o Amigo colocou à nossa disposição, pensando nos serviços de nossa creche.
Vejam que estou melhorando nos pontos da melhoria.
Preciso reconhecer o devotamento de um companheiro e não posso ignorar o dever de afirmar tudo isso.
39 Agora, é o final desta carta pelo Chico. Enfim, a nossa união prossegue, e, entrosados uns com os outros, sei antecipadamente que venceremos.
Aqui, declaro que nem sempre omissão é ingratidão. Sei quе те сотрetia rememorar todos os nomes, sem esquecer o Pedro, a Dona Maria, n o Gessé e tanta gente nossa, mas todos se sintam lembrados, porque, se não lhes traço as firmas no papel, tenho todos os Amigos no coração.
40 Alda, Deus abençoe a você com seus filhos, que são nossos.
Fiz o que pude para vesti-los para a vida na Terra, mas o que falta pertence ao seu trabalho de Mãe.
Quando possível voltarei, conquanto esteja por aí no sempre de nosso intercâmbio.
Filhos queridos e queridos companheiros, estou muito grato a todos. Para a nossa Alda e para vocês todos um abração com o reconhecimento do Amigo de todos os dias, sempre o соmpanheiro muito grato,


Rolando


(28 de junho de 1980)




COMENTÁRIOS


O leitor deve ter observado nessa mensagem, como perceberá nas outras, a frequente citação do nome da esposa Alda e de seus oito filhos: Virgílio, Plínio, Caio, Maria Tereza, Paulo de Tarso, Maria Cristina, Maria Lúcia e Mário Rolando.
As demais referências mediúnicas, oportunas pelo momento que vivíamos, órfãos do pai e do orientador, arrolaremos a seguir, utilizando o mesmo critério para as outras nove mensagens, facilitando, assim, o entendimento do caro leitor.
Outras citações e conselhos dispensam comentários pela sua natural compreensão.
1) Tentativas de comunicação mediúnica pelos dois filhos citados, que ofereciam muita resistência. Rolando conseguiu quebrar a teimosia de ambos em nossas reuniões no Centro Espírita Maria João de Deus, inaugurado com a presença do Chico em junho de 1977.
2) Nos momentos finais de sua vida, acamado na residência da alameda Campinas, em São Paulo, o desconforto respiratório se lhe acentuou com o agravamento de suas condições clínicas. Por isso, os filhos e amigos presentes insistiram em transferi-lo para a UTI de hospital próximo, decisão que ele, com firmeza, refutou.
Também naqueles instantes finais de sua vida física, o amigo Roberto Montoro falou-lhe de viagem próxima que sonhavam fazer a Portugal. Desiludidos, perceberam que não haveria mais tempo…
3) Referência à sua mãe, Sofia Vera Irma Batini Ramacciotti. Falecida em 1973, recebeu-o no Plano Espiritual.
4) Descrição de suas despedidas do corpo físico. A clareza com que o faz evidencia-lhe o preparo para a nova vida que o aguardava.
5) Aquiles Feldman, desencarnado em 1954, é irmão de nosso diretor Israel Feldman. No Capítulo XIV, descrevemos a aproximação de Aquiles com o nosso grupo, ainda na cidade de Garça. Os outros jovens citados, Augusto Cezar Neto, Wady Abrahão Filho, Jair Presente e о Tato (Carlos Alberto da Silva Lourenço) são os coautores espirituais do livro Jovens no Além, editado em 1975 pelo GEEM. Desencarnaram na flor da idade física, retornando pelas mãos do Chico, para consolar os genitores.
6) Sucedi a meu pai na direção das Instituições, o Nosso Lar e o GEEM. Em sua visita espiritual, percebeu-me as apreensões ante a nova realidade.
7) Interessante revelação que confirma a sua presença em nosso ambiente de trabalho. Após seu falecimento, ampliamos a frequência do lanche de semanal para diária, providência que o médium desconhecia!!!
8) Juvenal - luminoso espírito que lhe apareceu, de modo surpreendente, na mocidade, em São Paulo, em singular episódio que mais adiante descreveremos.
9) Cineas Feijó Valente, Israel Feldman, 38 39 Frederico Alves e Vânia Jorge Alves, amigos e diretores do GEEM/Nosso Lar.
Flávia e Flavinha - suas netas.
Flávia, filha de Maria Tereza, faleceu logo após o nascimento, em 1972. O avô a reencontrou no Plano Espiritual.
Flavinha é filha de Maria Lúcia e nasceu poucos dias antes do recebimento da primeira mensagem.
10) Décio Ambrosio, um dos diretores de arte de nosso departamento editorial, ao lado de Laerte Agnelli e Gessé Alves Pereira, que também é citado no decorrer da mensagem.
11) Thais, minha esposa. [de Caio]
12) O pai sempre atento me adverte sobre a importância da edição da tradicional mensagem de Natal, que Chico nos enviava todos os anos.
13) Yolanda Cezar e Acácia Maciel Cassanha, senhoras presentes à reunião.
D. Yolanda é a mãe do Augusto Cezar Neto, citado no início da mensagem.
14) Anton Willestein (Willo), seu amigo pessoal e dedicado colaborador do GEEM.
15) Maria e Pedro Maniero, então colaboradores do grupo e muito ligados ao Rolandão.


Caio Ramacciotti

spacer 


Texto extraído da 1ª edição desse livro.

Abrir